De uns tempos para cá sinto-me presa a mim mesma. É estranho esta frase em todos os sentidos, até mesmo na maneira de escrever. A sensação que tenho é que ando, ando e continuo parada. Ontem um amigo disse que eu tenho que saber o que eu quero, e eu simplesmente disse que apesar de ter 35 anos, eu não sei o que quero.
Em algum momento eu perdi o meu foco, ou melhor eu me perdi, e não me importo com isto. Não vou colocar panfletos em postes, para começar uma busca desenfreada "de quem sou eu" ou "quem eu deveria ser".
Quase todos sabem que eu sou dependente química, de remédios de tarja preta (eles controlam entre tantas manias, medos e desespero a minha fortíssima compulsão por sabonetes líquidos e o excesso de lavar as mãos a tal ponto de elas serem mais sensíveis que o normal).
Mas como eu sou orgulhosa, prefiro colocar um sorriso besta no rosto, e dizer que está tudo bem, a ter que pedir ajuda ou coisa assim. Mas quem me conhece de verdade, sabe pelo tom de minha voz que algo não está bem. Então eu me blindo e evito falar. É como se as pessoas pudessem desnudar a minha'lma, que é muito pior que nos desnudar de nossas vestes. A alma exposta é frágil, é vulnerável e até mesmo manipulável.Então eu me pergunto: o que realmente me falta?
Eu sou a pessoa mais carente que já conheci até o presente momento. Mas eu não sou carente de beijo na boca ou de sexo, eu sou carente de amigos, afago nos cabelos, entrelaçar de dedos - eu adoro isto - carente de alguém passar as mãos em meu rosto, e não dizer nada...apenas olhar já é o suficiente. Se eu conseguir isto, eu até permito que desnudem a minha'lma!
Nunca ninguém me disse que seria fácil ser adulto, ter responsabilidades e estas coisas chatas; mas um manual até que seria bem vindo...
Hoje 16 de abril de 2010, 00:24 minutos, estou aqui tentando não ser negligente com as coisa e pessoas que me cercam. Eu me recordo que quando eu me propus a manter este blog, fui séria e enfática "Iguaraci vamos ser firme neste propósito". Eu mal entro aqui; me desfiz da fazendinha lá do orkut...quando eu surtar eu encerro o orkut, o twitter, o facebook e o que mais eu tiver de rede social. Ai eu me sinto poderosa, pois me livrei dos vícios virtuais. Mas esta alegria de poder dura apenas alguns dias...depois com as orelhas baixas, vou lá e crio as tais redes novamente.
E a pergunta persiste: o que falta?
A resposta nunca será exata, mas acredito que me falta eu! É isso, eu me falto comigo! Eu não sei reconhecer o meu valor, eu não me acho grande coisa, eu não acredito que alguém possa me amar, eu simplesmente não acredito em mim. Então chego a conclusão, mas sem certeza, de que me falta é fé em mim!
Por isto sou tão negligente comigo, e esta atitude (ou falta dela) faz com que eu respingue nas pessoas de quem eu tanto gosto.
Todos os dias eu me esforço para me tornar uma pessoa melhor, uma pessoa não 100%, mas ao menos 87,5%.
Em algum momento eu perdi o meu foco, ou melhor eu me perdi, e não me importo com isto. Não vou colocar panfletos em postes, para começar uma busca desenfreada "de quem sou eu" ou "quem eu deveria ser".
Quase todos sabem que eu sou dependente química, de remédios de tarja preta (eles controlam entre tantas manias, medos e desespero a minha fortíssima compulsão por sabonetes líquidos e o excesso de lavar as mãos a tal ponto de elas serem mais sensíveis que o normal).
Mas como eu sou orgulhosa, prefiro colocar um sorriso besta no rosto, e dizer que está tudo bem, a ter que pedir ajuda ou coisa assim. Mas quem me conhece de verdade, sabe pelo tom de minha voz que algo não está bem. Então eu me blindo e evito falar. É como se as pessoas pudessem desnudar a minha'lma, que é muito pior que nos desnudar de nossas vestes. A alma exposta é frágil, é vulnerável e até mesmo manipulável.Então eu me pergunto: o que realmente me falta?
Eu sou a pessoa mais carente que já conheci até o presente momento. Mas eu não sou carente de beijo na boca ou de sexo, eu sou carente de amigos, afago nos cabelos, entrelaçar de dedos - eu adoro isto - carente de alguém passar as mãos em meu rosto, e não dizer nada...apenas olhar já é o suficiente. Se eu conseguir isto, eu até permito que desnudem a minha'lma!
Nunca ninguém me disse que seria fácil ser adulto, ter responsabilidades e estas coisas chatas; mas um manual até que seria bem vindo...
Hoje 16 de abril de 2010, 00:24 minutos, estou aqui tentando não ser negligente com as coisa e pessoas que me cercam. Eu me recordo que quando eu me propus a manter este blog, fui séria e enfática "Iguaraci vamos ser firme neste propósito". Eu mal entro aqui; me desfiz da fazendinha lá do orkut...quando eu surtar eu encerro o orkut, o twitter, o facebook e o que mais eu tiver de rede social. Ai eu me sinto poderosa, pois me livrei dos vícios virtuais. Mas esta alegria de poder dura apenas alguns dias...depois com as orelhas baixas, vou lá e crio as tais redes novamente.
E a pergunta persiste: o que falta?
A resposta nunca será exata, mas acredito que me falta eu! É isso, eu me falto comigo! Eu não sei reconhecer o meu valor, eu não me acho grande coisa, eu não acredito que alguém possa me amar, eu simplesmente não acredito em mim. Então chego a conclusão, mas sem certeza, de que me falta é fé em mim!
Por isto sou tão negligente comigo, e esta atitude (ou falta dela) faz com que eu respingue nas pessoas de quem eu tanto gosto.
Todos os dias eu me esforço para me tornar uma pessoa melhor, uma pessoa não 100%, mas ao menos 87,5%.
Nenhum comentário:
Postar um comentário